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Glossário

Dicionário do Transplante Capilar e da queda de cabelo

Dr. João Francisco Oliveira
Dr. João Francisco Oliveira
Médico — Transplante Capilar e Tricologia · CRM 33346/SC  ·  · 33 termos

Entender os termos ajuda a tomar decisões melhores. Reuni aqui, em linguagem simples, 33 termos que você vai encontrar quando pesquisar sobre transplante capilar e queda de cabelo — das técnicas (FUE, DHI) à anatomia (folículo, área doadora), passando pelo diagnóstico e pelo tratamento clínico. Use os atalhos abaixo para navegar.

Técnicas de transplante

FUE

Sigla de Follicular Unit Extraction (extração de unidades foliculares). Técnica em que os folículos são retirados um a um da área doadora com um micropunch, sem corte nem pontos, deixando apenas marcas puntiformes imperceptíveis. É a base das técnicas modernas — entenda a FUE em detalhe.

FUE No Shave (sem raspagem)

Variação da FUE em que não é preciso raspar toda a cabeça: apara-se apenas a área doadora (às vezes de forma discreta), preservando o cabelo por cima. Permite voltar à rotina com mais discrição no pós-operatório.

DHI

Sigla de Direct Hair Implantation. Usa uma caneta implantadora (tipo Choi) que abre o canal e insere o folículo no mesmo movimento, dando controle fino de ângulo, direção e densidade. Uma das técnicas oferecidas na clínica em Criciúma.

FUT (técnica da faixa)

Também chamada FUSS. Retira-se uma faixa de couro cabeludo da nuca, da qual os enxertos são dissecados. Deixa uma cicatriz linear e é uma técnica mais antiga, hoje reservada a casos específicos.

BHT

Sigla de Body Hair Transplant. Uso de pelos de outras regiões (barba, tórax) como doadores complementares quando a nuca não tem folículos suficientes para cobrir toda a área.

Megassessão

Sessão única em que se transplanta um grande volume de enxertos (frequentemente acima de 3.000), indicada em calvícies mais avançadas para reduzir o número de cirurgias.

Anatomia e conceitos

Folículo piloso

A estrutura da pele responsável por produzir o fio de cabelo. No transplante, é o folículo — e não o fio — que é transferido, por isso o resultado é duradouro.

Unidade folicular

Agrupamento natural de 1 a 4 fios que emerge junto da pele. É a unidade transplantada; respeitar esse agrupamento é o que garante naturalidade.

Área doadora

Região de onde os folículos são retirados — em geral a nuca e as laterais (região occipital), geneticamente resistentes ao DHT e, por isso, permanentes.

Área receptora

Região calva ou rarefeita que recebe os enxertos (entradas, coroa, topo). O planejamento define quantos enxertos cada área precisa.

Enxerto (graft)

Cada unidade folicular retirada e implantada. O tamanho de uma cirurgia costuma ser medido em número de enxertos — dado que também influencia o preço do transplante.

Densidade capilar

Número de folículos por centímetro quadrado. É avaliada na área doadora (para saber quanto pode ser retirado) e planejada na receptora (para um resultado natural).

Linha frontal (desenho)

A nova linha do cabelo, desenhada respeitando as proporções do rosto, a idade e a naturalidade. É uma das etapas mais importantes do planejamento.

Causas e diagnóstico

Alopecia androgenética

A calvície comum, de causa genética e hormonal, e principal indicação de transplante. Veja se a calvície tem cura e quando tratar.

DHT (di-hidrotestosterona)

Hormônio derivado da testosterona que, nos folículos geneticamente sensíveis, desencadeia a miniaturização e a queda progressiva.

Miniaturização

Processo em que o fio nasce a cada ciclo mais fino, curto e claro, até o folículo parar de produzir. Identificá-la cedo amplia as opções de tratamento.

Escala de Norwood

Classificação dos graus da calvície masculina (das entradas iniciais à calvície avançada). Serve para padronizar o diagnóstico e o planejamento.

Escala de Ludwig

Equivalente feminino: classifica a rarefação difusa no topo em graus. Saiba mais sobre o transplante capilar feminino.

Eflúvio telógeno

Queda difusa e temporária desencadeada por estresse, cirurgia, parto, febre ou carências. Costuma ser reversível e não é indicação de transplante.

Alopecia areata

Queda em placas, de origem autoimune. Tem abordagem clínica própria e, em atividade, não é indicação primária de transplante.

Tricoscopia

Exame do couro cabeludo com dermatoscópio que avalia densidade, miniaturização e sinais de cada tipo de queda — base de um diagnóstico correto.

Procedimento e recuperação

Punch

Micro-broca (em geral de 0,7 a 1,0 mm) usada na FUE para extrair cada folículo individualmente da área doadora.

Canais (incisões)

Micro-aberturas feitas na área receptora que definem ângulo, direção e densidade do implante — determinantes para a naturalidade.

Shock loss (queda de choque)

Queda temporária de fios nativos ao redor da área operada, comum nas primeiras semanas. Na maioria dos casos os fios se recuperam em alguns meses.

Taxa de sobrevivência folicular

Percentual de enxertos que "pegam" e voltam a crescer. Em técnicas bem executadas, supera 90%, segundo a ISHRS (International Society of Hair Restoration Surgery).

Crostas

Pequenas cascas que se formam sobre os enxertos nos primeiros dias e caem naturalmente, conforme as orientações do pós-operatório.

Fase de queda e crescimento

Os fios transplantados caem em algumas semanas e voltam a crescer a partir de 3–4 meses, com o resultado amadurecendo até cerca de 12 meses — veja a evolução mês a mês.

Tratamento clínico da queda

Minoxidil

Vasodilatador (tópico ou oral) que prolonga a fase de crescimento e melhora o calibre dos fios miniaturizados. Entenda se o minoxidil funciona.

Finasterida

Inibidor da enzima 5-alfa-redutase que reduz o DHT e freia a progressão da calvície. Veja indicações e efeitos colaterais — o uso deve ser acompanhado por médico.

Dutasterida

Inibidor mais potente da conversão em DHT, de uso avaliado caso a caso e sempre sob acompanhamento médico.

Microagulhamento / MMP

Microperfurações no couro cabeludo que estimulam fatores de crescimento e a absorção de ativos. Funciona como coadjuvante, não como tratamento isolado.

PRP (plasma rico em plaquetas)

Aplicação de plasma do próprio paciente para estimular os folículos. É um coadjuvante que pode somar ao tratamento de base.

Mesoterapia capilar

Microinjeções de ativos no couro cabeludo. Assim como as demais, é complementar e não substitui minoxidil, finasterida ou o transplante quando indicados.

Tirar dúvidas em Criciúma e no Sul de SC

Este dicionário é um ponto de partida — nenhum termo substitui uma avaliação. Se você é de Criciúma ou de cidades como Içara, Forquilhinha, Nova Veneza, Cocal do Sul ou de toda a região Sul de Santa Catarina, o Dr. João Francisco Oliveira avalia o seu caso presencialmente e explica, sem jargão, qual caminho faz sentido para você — clínico, cirúrgico ou combinado. Fale pelo WhatsApp e agende a sua avaliação.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre implante e transplante capilar?

Nenhuma: implante capilar e transplante capilar são o mesmo procedimento. Ambos os termos descrevem a redistribuição dos folículos da própria pessoa, da área doadora para a área calva. São usados como sinônimos.

FUE ou DHI: qual é a melhor técnica?

Não existe "melhor" em termos absolutos. As duas extraem os folículos da mesma forma; mudam no implante. A escolha depende do caso, da área a cobrir e do planejamento definido na avaliação — entenda a FUE aqui.

O resultado do transplante capilar é permanente?

Sim. Os folículos vêm da região occipital, resistente ao DHT, e a taxa de sobrevivência supera 90% segundo a ISHRS. Os fios transplantados são permanentes.

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